Gosto da França, não só de Paris, mas gosto da França toda.
Gosto do som da vós deles, dos Fabrícios e dos Pierres arrumadinhos à luz amarelada da França.
Me cheira à flores, aquilo lá me cheira a flores. Os cafés a meia calçada, os perfumes...
Me lembram flores com raios de sol... Flores róseas e branco leite.
E pobre de mim, que só tive flores engarrafadas em essências que passavam longe de uma verdadeira flor.
Dei uma ou duas rosas, ou florzinhas de jardins e no fundo nem importa, o importante é que eu já vi, o sorriso brotar como um botão do rosto de quem recebeu flores.
Só vi, não senti. Proporcionei, como sempre. Eu, proporcionando.
Acredito que o cheiro é diferente quando se ganha flores, ou como diriam lá na França, fleurs.
Acredito que até flor de defunto fica com cheiro bom, fica cheirando à rosa vermelha.
Na verdade o amor exala mais forte quando se ganha uma flor e amor cheira à rosas.
Mas tadinha de mim, que não tem flor, nem amor.
Nem França para ir.
Nunca gostei muito de flores mesmo...
E se é para ser flor, eu vou ficar com as artificiais, como o meu amor.
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